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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O Transtorno Bipolar sem cura, mas tem tratamento.: informação é o triple da doença



 Iniciarei vários post de informação sobre a bipolaridade, percebo a carência sobre falar sobre um transtorno que não for tratrado é devastador, só para começar não tem cura, aceita que dói menos, tem medicamentos para controlar as crises, para que possamos ter qualidade de vida. Não é legal tomar medicamento para o resto da minha vida, mas penso que é como tivesse diabetes. Falaremos dos efeitos colaterais da medicação, e não só isso como possamos driblar esses efeitos de ganho de peso. Como sempre digo a informaçã a chave de qualquer tratamento


TRANSTORNO BIPOLAR, DOENÇA MENTAL GRAVE, OCORRE MAIS NO ADULTO JOVEM

CONHECIDO DESDE A GRÉCIA ANTIGA, O TRANSTORNO BIPOLAR SE CARACTERIZA POR INSTABILIDADE DO HUMOR EM DOIS POLOS, ORA AGITAÇÃO E EUFORIA, ORA TRISTEZA E DEPRESSÃO. É MAIS COMUM DOS 20 AOS 25 ANOS E DOS 30 AOS 35.

O transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica crônica que se caracteriza por instabilidade de humor em dois polos extremos, ou seja, ora o portador está agitado e eufórico, se achando o maior do mundo, ora triste e depressivo. Ele pode se manifestar em qualquer pessoa a partir da adolescência, mas é mais comum dos 20 aos 25 anos e dos 30 aos 35 anos. É raro em crianças e idosos.

A doença ocorre em pessoas de todas as condições sociais. Não se sabe o que a causa. Pensasse que possa ser genética. Mas se sabe que apresenta traços familiares, ou seja, pessoas com histórico do transtorno na família estão mais suscetíveis.

Existem dois tipos da doença, o 1 e o 2, além de variações pouco definidas. O tipo 1 manifesta-se em cerca de 1% da população, enquanto o tipo 2 ocorre em 3% a 8%. Diz-se que uma pessoa é portadora do tipo 1 quando tem um período de euforia mais longo com sintomas mais fortes e períodos claros de depressão; de outro lado, diz-se que alguém é portador do tipo 2 quando seu período de depressão é mais longo com sintomas intensos e seu período de euforia mais curto com sintomas leves. Portadores às vezes vivem períodos de normalidade, ou de aparente normalidade, mas, aos poucos, vão se tornando mais próximas as alternâncias de euforia e depressão.

Sintomas da fase eufórica ou maníaca são: agitação e irritação; agressividade e hostilidade; pensamento e fala rápidos; eficiência demais; falar e/ou fazer as coisas sem medir as consequências; facilidade para se distrair; desejo ou envolvimento de fato em vários projetos ao mesmo tempo; insônia ou pouca necessidade de sono; comportamentos impulsivos e de risco, como praticar sexo sem preservativo e até enfrentar a polícia.

Alguns sintomas da fase depressiva são: desânimo; falta de eficiência; tristeza profunda; sensação de vazio; falta de interesse pela alimentação; perda de interesse por atividades ou assuntos de que gostava; sensação de cansaço; e pensamentos suicidas e de morte. Cerca de 15% dos portadores que não se tratam tentam o suicídio, índice que cai para menos de 2% entre os que fazem tratamento.

As consequências da doença são terríveis. Os portadores, na fase da euforia, compram de tudo e acabam endividados ou criando dívidas para a família. Perdem bens. Enfrentam as pessoas e até policiais. Ficam malvistos e têm dificuldade para viver em sociedade, encontrar e/ou manter trabalho e parceiros amorosos. Na fase de depressão, enfrentam muitos dos mesmos problemas. E ficam mais suscetíveis a doenças e/ou ao agravamento das que têm. Acabam sozinhos e o quadro se agrava. É aí que muitos tentam o suicídio.

Pessoas com sintomas devem ser levadas a um psiquiatra. O diagnóstico é clínico. É fundamental a participação de familiares e/ou de amigos, porque os doentes, em especial na fase de euforia, não se reconhecem como tal. O psiquiatra precisa ser cuidadoso, claro, porque o transtorno pode ser confundido com depressão clínica unipolar. O tratamento é feito com remédios, que objetivam, de início, retirar o paciente da crise e, depois, equilibrar o quadro, evitando tanto a euforia como a depressão. O tratamento, em boa parte dos casos, dá melhor qualidade de vida aos portadores.

Artigo publicado na Revista Caras – Maio/2013


Alimentos para o cérebro: o que devemos comer para melhorar os transtornos do humor

No Congresso Americano de Psiquiatria de 2013, foi apresentada uma mesa redonda que mostrou vários estudos sobre a importância dos alimentos para uma boa evolução de diversos transtornos psiquiátricos, com um foco importante na depressão. Diversos nutrientes naturais essenciais foram listados, a começar pelo ômega3, que é um óleo essencial, que é fundamental para a sobrevivência do ser humano (sem ômega3 as pessoas não sobrevivem) e que o corpo humano não produz, portanto precisa obter integralmente pela dieta. O ômega3 é encontrado no óleo de peixe, de preferência peixes de alto mar, e em diversos cereais e sementes, sendo o mais disponível o óleo de canola. As doses ainda não estão plenamente estabelecidas, mas uma dose de reposição mínima diária pode ser suficiente, o que corresponde a 3 gramas de óleo de peixe purificado ao dia. Diversos estudos mostraram resultados que em conjunto confirmam que a reposição de ômega3 pode auxiliar no tratamento da depressão, principalmente quando o tratamento antidepressivo tem resultados parciais insatisfatórios.

Outro nutriente essencial são as vitaminas do complexo B, principalmente o B1 (tiamina) e o B12. A falta de vitaminas do complexo B podem prejudicar o funcionamento cerebral de forma significativa, inclusive com indução de episódios depressivos graves. A reposição costuma ser feita com carnes em geral, ovos, e derivados de leite. Para as pessoas que adotam dieta vegetariana, é importante fazer uma reposição. A vitamina B12 é de absorção muito difícil, e condições como gastrites crônicas ou tratamentos para gastrite podem prejudicar a absorção, mesmo com uma dieta correta. Portanto, os níveis de vitaminas precisam ser avaliadas regularmente em pacientes com transtornos do humor, para prevenção de hipovitaminoses.

Outros nutrientes também são importantes, como o ácido fólico, as fibras, a Vitamina D, a vitamina E, 0 magnésio, o cálcio, a colina, o ferro e o zinco. Entretanto, não existem estudos que confirmem quais as doses necessárias para ajudar na depressão, e se realmente podem ajudar no tratamento da depressão. Estudos mais recentes vêm mostrando que o estilo de dieta pode ser mais relevante para apoiar o tratamento da depressão. Na dieta mediterrânea, que consiste em uma maior proporção de gorduras insaturadas em relação às gorduras saturadas, ingestão moderada de álcool, alta proporção de legumes, cereais, frutas e sementes, vegetais, e maior proporção de ingestão de peixe em relação a carne vermelha, com ingestão moderada de leite e produtos derivados de leite. O uso da dieta mediterrânea pode ser comparada ao uso de uma dieta com alimentos integrais (cereais, vegetais, carnes, frutas), em contraposição aos produtos processados (carne processada, alimentos fritos, alimentos industrializados). Uma dieta mediterrânea ou com alimentos integrais diminuem a chance de uma pessoa ter sintomas depressivos, segundo ao menos 3 estudos, incluindo um estudo que avaliou adolescentes. Portanto, uma dieta saudável é bem mais que uma ajuda, é uma necessidade para que os pacientes com transtorno do humor possam ter uma chance melhor de se recuperarem e ajudar a evitar novas crises. 

TRATAMENTOS PSICOSSOCIAIS PARA O TRANSTORNO BIPOLAR
Dra Rosilda Antonio

Apesar de ser prioritário, o tratamento medicamentoso não é suficiente, pois, uma vez controlados os fatores biológicos, faz-se necessário trabalhar com o indivíduo para ele recuperar sua capacidade funcional e lidar com os prejuízos acarretados pelas consequências de seu transtorno (perdas de emprego, de relacionamentos, de oportunidades, da autoestima e construção de uma visão negativa da vida, entre outros). Para tratar das consequências psicológicas e sociais dos transtornos de humor são indicados os tratamentos psicossociais, ou seja, as diversas formas de psicoterapias. Um fator importante, qualquer que seja o tipo de abordagem psicossocial, é que o terapeuta tenha conhecimento do transtorno e possa reconhecer os seus sintomas e sinais significativos, a fim de orientar-se na condução da psicoterapia.

As abordagens psicossociais mais pesquisadas para o tratamento dos transtornos do humor são descritas a seguir:
• Terapia cognitivo-comportamental (TCC): ajuda pessoas com transtorno bipolar a aprender a modificar padrões de pensamento e comportamentos inadequados ou negativos associados à doença.
• Psicoeducação: propõe-se ensinar as pessoas com transtorno bipolar a respeito da doença e seu tratamento e como reconhecer os sinais de recorrência , de modo que se possa procurar uma intervenção imediata, antes que ocorra um episódio franco da doença. A psicoeducação também pode ser indicada para os membros da família. Constitui-se, em geral, de uma palestra sobre um tópico relativo ao TB seguido por um compartilhamento dos participantes tanto de dúvidas como de vivências.
• Terapia Focada na Família: é uma abordagem familiar criada por David Miklowitz, psicólogo americano, que usa estratégias psicoeducacionais, exercícios e também role playing, para reduzir o nível de angústia na família, identificar e modificar padrões disfuncionais de comunicação que tornam o ambiente familiar com alto nível de emoção expressa e que podem contribuir para os sintomas da pessoa ou, ao contrário, ser decorrente dos mesmos.
• Terapia interpessoal e do ritmo social: ajuda pessoas portadoras de transtorno bipolar tanto a melhorar as relações sociais como a regularizar suas rotinas diárias. Rotinas diárias e horários de sono regulares podem ajudar o paciente a evitar episódios maníacos.

Apesar de suas diferenças, todas elas têm como objetivo comum:
a) o controle dos fatores de risco associados à ocorrência e à recorrência de episódios, especialmente à não aderência ao tratamento farmacológico; e
b) a diminuição dos prejuízos e consequências psicossociais causados pelos transtornos e que não melhoram apenas com a redução da sintomatologia.

Segundo a Associação Psiquiátrica Americana, a maioria dos pacientes com TB enfrenta algumas das seguintes dificuldades:
• Conseqüências emocionais dos episódios de mania, depressão ou misto;
• Consciência de ter uma doença crônica;
• Contato com o estigma da doença;
• Prejuízos no desenvolvimento;
• Medo da recorrência de episódios;
• Dificuldades interpessoais no casamento, ambiente familiar e social;
• Problemas ocupacionais;
• Conseqüências legais e sociais decorrentes de comportamento inadequado ou violento durante as crises.

Todas essas dificuldades fogem do âmbito do tratamento medicamentosos e demandam intervenções psicossociais com vistas a dar instrumentos para o indivíduo portador lidar com seu transtorno e a participar ativamente de seu tratamento.

Bibliografia consultada
1. American Psychiatry Association (APA) – Diretrizes para o Tratamento dos Transtornos Psiquiátricos – Porto Alegre: Artmed, 2005
2. ROSO, M. C.; MORENO, R. A. Aspectos Psicossociais da Terapêutica In: MORENO RA, MORENO D H. Da psicose maníaco – depressiva ao espectro bipolar. 3ª. ed. São Paulo: Segmento Farma, p.457-478, 2008.
3. Colom F, Reinares M, Tratamientos psicológicos eficaces en los trastornos bipolares. In: Vieta E. Novedades en el tratamiento del Trastorno Bipolar. Madrid: Médica Panamericana, pp 73-84, 2003.
4. Justo LP, Calil HM, Intervenções Psicossociais no transtorno bipolar. Revista de Psiquiatria Clínica 31, n. 2, pp. 91-99, 2004.

Rosilda Antonio
CRM 45154
Psiquiatra e psicoterapeuta
Membro do Conselho Científico da ABRATA



Fonte: www.ABRATA.com.br

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